O acompanhamento médico da infecção pelo HIV é essencial. Tanto para as pessoas que estão na fase assintomática (que não apresentam sintomas e não tomam medicamentos), quanto para aquelas pessoas que estão em uso do tratamento antirretroviral.
Nas consultas regulares, a equipe de saúde pode avaliar a evolução clínica da pessoa, solicitar os exames necessários e acompanhar como está sendo feito o tratamento. Tomar os remédios conforme as indicações do médico é fundamental. Isso se chama ter uma boa adesão ao tratamento.
O uso irregular dos antirretrovirais (ter uma má adesão ao tratamento) acelera o processo de resistência do vírus aos medicamentos, por isso, toda e qualquer decisão sobre interrupção ou troca de medicamentos, deve ser tomada juntamente com o consentimento do médico assistente. A equipe de saúde está apta a tomar essas decisões e discutir o tratamento em conjunto com o paciente, e deve ser vista como aliada, pois junto devem tomar a melhor solução para cada caso.
Os testes laboratoriais devem ser realizados com a frequência determinada pelo médico, pois são primordiais para o controle do avanço do HIV no organismo e determinam a conduta mais adequada para o tratamento de cada pessoa.
Testes laboratoriais
Teste de CD4 A contagem dos Linfócitos T CD4 (células de defesa do organismo) é o melhor indicador de como está funcionando o sistema imunológico da pessoa que vive com o HIV.
Teste de Carga Viral Este teste mede a quantidade de HIV circulante no sangue, o resultado mostra como o vírus está se reproduzindo no organismo. Os testes de CD4 e de Carga Viral são realizados de rotina na atenção às PVHA, auxiliam o profissional a decidir o melhor momento adequado para iniciar ou modificar o tratamento, e servem para monitorar o estado de saúde dos pacientes, estejam em tratamento ou não. O Consenso de Terapia Antirretroviral recomenda que sejam realizados a cada 3 ou 4 meses.
Teste de Genotipagem Este teste é solicitado quando se suspeita que exista resistência do HIV ao tratamento antirretroviral. Isso se chama falha terapêutica, ou seja, o tratamento não está apresentando os resultados esperados. O teste de genotipagem indica a qual ou quais remédios o vírus se tornou resistente, permitindo assim, que os medicamentos sejam substituídos e os pacientes apresentem melhores resultados com o novo tratamento.
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